⌠ 8 avaliações para a publicação abaixo ⌡
Ederson Oliveira
“muito ajuda quem pouco atrapalha”
Escrito por Ederson Oliveira


Carrego algumas coisas, que estão comigo em todo lugar. São coisas imateriais que a gente vai juntando enquanto vai vivendo, com a vantagem de poder acumular o quanto quiser sem precisar pagar bagagem extra. E essas bagagens são o que regem o modo como vejo o mundo. Algumas a gente carrega por vontade própria, outras as circunstâncias vão plantando e, quando a gente percebe, já são pelo menos uma bolsa de mão na nossa vida.

Uma dessas coisas é a não necessidade de julgar o modo como as outras pessoas vivem suas próprias vidas. Ou melhor, a ciência de que a única vida na qual eu posso aplicar todas as minhas leis e ideias é a minha própria. Nessa eu mando e desmando, e sofro o que vier por consequência. Nas demais, eu apenas respeito. E não estou falando de se isolar e colocar-se como o único alvo das suas preocupações. Acho justo que amigos se preocupem uns com os outros e tentem mostrar outras possibilidades, a fim de ajudar. Não me refiro a esse tipo de “julgamento”. Falo daquelas críticas sem o menor traço altruísta, feitas apenas para destilar a falta de empatia de quem as faz.

É um lugar-comum dizer isso (pelo menos pra mim já é uma ideia recorrente), mas as coisas se tornam mais leves quando a preocupação maliciosa é substituída pelo zelo sincero. Ou pela indiferença, também. Porque é isso, se não for pra ser construtivo, que não seja nada. Ou, como a gente gosta de clichês verdadeiros, “muito ajuda quem pouco atrapalha”.

 

Juventude Clichê
Informações Sobre Colunas
Escrito por Juventude Clichê

 

duvida
1. O que é uma coluna?

A coluna é um espaço destinado a reunir publicações de um mesmo participante dentro do site, ou seja, as publicações que ele(a) faz nas diversas categorias, são organizadas também em uma página individual.

 
2. Quem pode ter uma coluna?

Qualquer participante pode ter uma coluna, basta estar devidamente registrado em nosso site e atender aos seguintes requisitos:

- Ser cadastrado(a) há mais de 5 meses;
- Ter em média 15 publicações bem avaliadas pelos nossos visitantes (as estrelinhas);
- Disponibilizar um avatar de identificação (foto);

 
3. Quais etapas para criação de uma coluna?

Atendendo aos requisitos citados no item 2, o(a) novo(a) colunista deverá escolher um nome para a coluna (que não deverá exceder 20 caracteres), e enviar uma foto para criação de uma arte (que pode ser a mesma do avatar). O prazo para elaboração da arte, configuração da coluna e reunião das publicações pode levar de 1 a 2 semanas.


Acha que já pode ter uma coluna? Envie-nos uma mensagem através do Fale Conosco, mas lembre-se: i
ndependente de ter ou não uma coluna, o importante é colaborar com seus conhecimentos e compartilhar suas ideias, pois é o que fundamenta a construção e a manutenção deste espaço!

 

⌠ 12 avaliações para a publicação abaixo ⌡
Júnior Dihl
Diagnóstico
Escrito por Júnior Dihl


Pode ser Amor...

... Quando o olhar parecer vazio e sem direção...

... Quando o pensamento parecer longe...

... Quando o corpo parecer distante da alma...

... Quando o equilíbrio se perder nos lentos passos...

... Quando as mãos se mostrarem sem paradeiro...

... Quando as palavras parecerem presas e limitadas...

...  Quando as ideias dissociarem-se das ações...

... Quando as vontades estancarem diante às incertezas...

Ou pode ser uma baita gripe.

 

⌠ 20 avaliações para a publicação abaixo ⌡
Thaís Bicas
Como eu me perdi
Escrito por Thaís Bicas


Você criou um monstro. E é esse que vos fala.

De certo modo eu até lhe agradeço; contigo aprendi a ser mais esperta, fria, calculista. A jogar, a brincar, a quebrar corações alheios sem o mínimo de remorso. Claro que isso não aconteceu sem consequências as quais senti na própria pele por ter sido experiência do experimento. Mas ainda assim não me arrependo de ter topado participar desse jogo masoquista. 

Eu confesso: você tem a melhor pegada que já tive o prazer de experimentar. Foi mais do que eu poderia supor quando ainda lhe tinha no plano platônico do meu subconsciente. E talvez essa seja a única razão que me mantenha presa a você por todo esse tempo; talvez eu seja mais carente de carne do que de sentimento. Porque se tem uma coisa que você é incapaz de dar a alguém é qualquer tipo de afeto.

E eu venho aprendendo a não deixar crescer sentimentos à toa. Não me apegar, não esperar, não querer. Achar graça quando um cara paga de palhaço na minha mão. Brincar com as pessoas é viciante, meu bem - você sabe disso mais e há mais tempo que eu. E eu serei sincera ao dizer que tive a ambição de me vingar querendo aprender com o mestre e virando o jogo contra o mesmo. Claro que fui ambiciosa demais, porque minha pouca experiência nisso tudo não me permite ser tão cruel quanto você. Mas confesso que estou satisfeita com meu rendimento; nem eu mesma esperava tanto de mim.

Se não eu, espero que alguém um dia lhe destrua, lhe faça cair do cavalo e cuspir esse rei que carrega na barriga. Porque, olha, eu nunca conheci alguém tão mesquinho, egoísta e estúpido feito você. Pode soar hipócrita, já que me tornei um pouco dessas coisas todas, mas eu sou uma culpada inocente - precisei me tornar pra me defender, pra não me permitir te amar e me matar. Você não. Você sente um prazer viciante e não tem escrúpulos, nem dó, muito menos piedade. Qualquer pessoa, por melhor que seja, é alvo pra ti. E eu fui uma dessas boas pessoas que você conseguiu corromper. 

[P.S. É horrível desejar mal a alguém, mas no seu caso eu acredito friamente que só a desgraça pode te mudar pra melhor. Porque você sempre teve tudo nas mãos - e continua tendo - e faz o pior disso.]

⌠ 26 avaliações para a publicação abaixo ⌡
Júnior Dihl
As Pessoas Dizem Adeus
Escrito por Júnior Dihl


As pessoas dizem adeus

Dizem sem precisar

Sem pronunciar direito

Mesmo assim insistem.

Este adeus que sai

Não retorna mais

E quando dele precisam

É sempre tarde.

Sem outra oportunidade

Seguem a dizer adeus

Nas horas vagas

Nas horas que lhes convém.

Adeus com hora marcada

Que mais parece um “até logo”

De um breve deslize

De uma boba discussão.

É melhor assim, então

Dizer apenas por dizer

Do que não poder dizer

Um simples adeus.

⌠ 36 avaliações para a publicação abaixo ⌡
Amanda Lindner
(Exige-se selo)
Escrito por Amanda Lindner

        Aquele lugar que me recordo de não lembrar nada, daquele dia no meio (ou no início) de algum mês de qualquer ano que insistes em não dizer-me
 
Meu caro,
 
Cá estou, escrevendo-lhe do lugar que prometera trazer-me.
Cá estou, escrevendo-lhe daquela mesa com vista pro mar, tomando aquele café que prometera apresentar-me... Café com brisa e bruma, lembra-te?
Cá estou, só. Sendo-me.
Descobri que não sou tão avessa aos teus hábitos. Até comprei aquele livro que dissera que mudaria minhas perspectivas e iluminaria um novo ser que só tu vias, e eu deixara de conhecer. Fiz o obsequio de anotar as margens suas citações grandiosas e inexpugnáveis, que me dera ao pé do ouvido esquerdo enquanto escutava aquele tango na vitrola velha que trouxera daquelas bandas de sabe-se lá onde pra comemorar o dia da semana que não acontecera nada.
Pensei em escrever-te assim, do quase nada, por um quase impulso, num quase átimo sobre coisa alguma que outrora era pra nos ser. Talvez pelo fato de perpassar-me algo advindo de algum lugar do inconsciente do peito, ou do cérebro; que nostalgia deveras ser algo a ser preservado, mesmo que esta tenha se originado do nada sobre qualquer coisa que qualquer um esquecera-se de me contar.
Pensei em escrever-te, após tanto tempo depois que o fizera. Conquanto, se atar-te ao que dizem sobre o tempo, talvez não seja tão tardio assim. Aliás, sobre ele e sobre o que dizem dele, talvez pudesse dar-me a graça de suas teorias sobre o passar ou o deixar de passar do mesmo. Dizem que estão encurtados os dias; a outrem, apenas que este se dá lentamente, torturando-lhe a falta do que fazer e do que pensar; ou ainda, que este mesmo tempo passa lento e rápido, consoantemente. Mas talvez não seja, porque tempo deveria ser interpretado como sendo. Ou não. Devo acrescentar que sinto falta de quando me elucidava sobre tudo e sobre nada, e me convergia as suas explicações mirabolantes sobre coisas que nunca viria a ver, conhecer, tocar.
Embora, cá estou. No seu lugar, no lugar que jactanciosamente aclamava teu. Se bem que, sendo tão teu faltam-lhe características tão estóicas, tão singulares que ao primeiro relance, até desorientei-me. Sempre soube pra onde ir quando se tratava de tu, e perturbou-me o faltar de tanto teu. Procurei por onde andava teu desassossego, teu descompasso, teu desacato, teu estoicismo, teu som... Talvez tenha levado junto com o que insistia que fosse meu, que me fosse deixado, que me fosse melancolia. Mas não. Resignara-se a me deixar só.
Enfim, cá estou.
Só.
Sendo-me.
 
Desejo-lhe que se perca, de todo. Para se encontrar, esplendente.

Grata,