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Thaís Bicas
Sobre ter pouca fé
Escrito por Thaís Bicas

Cada pessoa é um universo único, o que faz a convivência em sociedade ser interessante e excitante. Mas, pra mim, é inevitável comparar algumas delas. Moldar uma de acordo com outras que conheci e tive algum tipo de relacionamento. E é provável - bastante, na verdade - que eu cometa algumas injustiças e construa em torno de mim mesma barreiras desnecessárias. 

O fato de terem me enganado não significa que todos que aparecerem daqui pra frente farão o mesmo - acredito nessa lógica friamente. Mas ter isso em mente não impede que eu faça pré-julgamentos sem fundamentos, além daqueles que eu criei por conta própria. 
Acabei me tornando temerosa ao extremo. Se há um lado positivo nisso, ele é o que me prende no chão e não permite que eu me renda fácil demais. De modo geral, o mundo é traiçoeiro. Entretanto, essa viseira de desconfiança que visto, me cega a ponto de não notar as exceções mesmo que elas estejam bem na minha frente com visores fluorescentes nas testas. 
Minha fé não é tão grande quanto eu gostaria. E isso pode justificar o fato de olhar em volta e não encontrar ao menos uma pessoa com quem contar. Geralmente eu gosto da solidão e da companhia de mim mesma. Mas às vezes - ah, às vezes - eu canso. E adoraria ter alguém em quem recostar a cabeça e ficar sem dizer uma palavra, ouvindo e apreciando apenas a respiração e o batimento cardíaco alheio.
 
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Dani Ribeiro
O Sofá
Escrito por Dani Ribeiro

Um quase-luxo
Um pequeno descuido.

O assento digno do sofá
Servia obediente às bundas
Fedidas, cheirosas,
Gordas, magras
Lisas, peludas
Esculpidas ou com celulites

Da chegada à visita
Uma preguiça crônica
Um descanso do cansaço
Cabeças imbuídas de imagens televisivas

No centro do pomposo sofá
Uma mancha imperceptível
Coberta pelas nádegas

Era ele, o sofá
ora servido ao deleite dos prazeres
ora servido ao social de acomodar as bundas

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Vitor Reis Graciano
Pensando bem...
Escrito por Vitor Graciano


E lá estava ele, atrasado, como de praxe, numa correria já rotineira e a qual já estava habituado. Sentia falta nos dias mais folgados. Pensamento longe e o corpo numa espécie de auto comando em direção ao próximo destino, pensava:

“Hoje meu dia é cheio, afinal, cheguei ao dia mais importante dos últimos anos da minha vida, hoje é o grande momento, se os resultados forem os esperados... nem consigo imaginar direito, será que vale um nobel? Acho que sim, afinal, terei descoberto a cura do câncer. Quantas pessoas vou salvar, quantas vidas deixarão de sofrer com um resultado tão cruel nos dias atuais? Tenho que revisar minha agenda, compromissos, testes, terminar meus relatórios e, ainda hoje, vou divulgar ao mundo minha descoberta.

Fico relembrando meus dias de luta, minhas dificuldades, quanta coisa já passei! Tenho que pensar nos agradecimentos, não posso esquecer de ninguém.”

Foi nesse momento que sentiu um forte esbarrão, abaixou, pegou alguma coisa que havida caído e percebeu que acabara de perder o ônibus da faculdade, acabara de perder uma aula importante e já não valia à pena muita pressa. Sentou-se em um banco ali mesmo, no ponto de ônibus, e imaginou:

“finalmente descobri a cura da...”

E seguiu sonhando acordado, como todos os dias, sempre pela manhã, quando ainda lhe resta um pouco de tempo para isso, quando seus pensamentos ainda não foram ocupados com cálculos e fórmulas, enquanto suas aulas ainda não começaram.

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Ederson Oliveira
“muito ajuda quem pouco atrapalha”
Escrito por Ederson Oliveira


Carrego algumas coisas, que estão comigo em todo lugar. São coisas imateriais que a gente vai juntando enquanto vai vivendo, com a vantagem de poder acumular o quanto quiser sem precisar pagar bagagem extra. E essas bagagens são o que regem o modo como vejo o mundo. Algumas a gente carrega por vontade própria, outras as circunstâncias vão plantando e, quando a gente percebe, já são pelo menos uma bolsa de mão na nossa vida.

Uma dessas coisas é a não necessidade de julgar o modo como as outras pessoas vivem suas próprias vidas. Ou melhor, a ciência de que a única vida na qual eu posso aplicar todas as minhas leis e ideias é a minha própria. Nessa eu mando e desmando, e sofro o que vier por consequência. Nas demais, eu apenas respeito. E não estou falando de se isolar e colocar-se como o único alvo das suas preocupações. Acho justo que amigos se preocupem uns com os outros e tentem mostrar outras possibilidades, a fim de ajudar. Não me refiro a esse tipo de “julgamento”. Falo daquelas críticas sem o menor traço altruísta, feitas apenas para destilar a falta de empatia de quem as faz.

É um lugar-comum dizer isso (pelo menos pra mim já é uma ideia recorrente), mas as coisas se tornam mais leves quando a preocupação maliciosa é substituída pelo zelo sincero. Ou pela indiferença, também. Porque é isso, se não for pra ser construtivo, que não seja nada. Ou, como a gente gosta de clichês verdadeiros, “muito ajuda quem pouco atrapalha”.

 

Juventude Clichê
Informações Sobre Colunas
Escrito por Juventude Clichê

 

duvida
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A coluna é um espaço destinado a reunir publicações de um mesmo participante dentro do site, ou seja, as publicações que ele(a) faz nas diversas categorias, são organizadas também em uma página individual.

 
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Júnior Dihl
Diagnóstico
Escrito por Júnior Dihl


Pode ser Amor...

... Quando o olhar parecer vazio e sem direção...

... Quando o pensamento parecer longe...

... Quando o corpo parecer distante da alma...

... Quando o equilíbrio se perder nos lentos passos...

... Quando as mãos se mostrarem sem paradeiro...

... Quando as palavras parecerem presas e limitadas...

...  Quando as ideias dissociarem-se das ações...

... Quando as vontades estancarem diante às incertezas...

Ou pode ser uma baita gripe.