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Cláudia Banegas
Namorando o Sol
Escrito por Cláudia Banegas


Sou borboletinha que voa sobre o girassol.
Voo leve, feliz, livre e perfeitinha.
Coloridinha, bailo namorando o sol.

Em tuas mãos pouso e repouso.
Carinho e conforto encontro, estou segura.
Minhas asas descansam, és alma pura.

Borboletinhas felizes não aceitam qualquer estação.

Contigo cada dia é primavera, um eterno verão.

(Cláudia Banegas)

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Cláudia Banegas
AMANHECER
Escrito por Cláudia Banegas


Tocas meu corpo, estremeço

Beijas-me a boca, bom começo
Nosso amor avassalador
Devassidão, toque, torpor

Desejos temperam o ar da manhã
Corpos se esfregam com sofreguidão
Entrelaces, sussurros, satisfação
Lençóis molhados pelo chão

Plenitude, enfim, resumo
União de suspiros e devaneios
Gotas de suor, nosso sumo
Tua cabeça tranquila entre meus seios

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Roberta
Amor
Escrito por Roberta


 

Eu adoro reticências… Uso e abuso das mesmas porque a verdade é que não sei lidar com ponto final. Fico sempre a esperar pelo depois, meio acreditando que o tal do depois traga algo bom. Ainda que nunca tenha acontecido tal coisa… Sabe, as reticências trazem uma sensação de possibilidades. Apesar de tudo, com elas, sinto que as coisas podem rumar por caminhos inexplorados e valiosos a qualquer momento, caminhos pelos quais nunca tive a chance de trilhar. Talvez esse seja o meu pecado: sempre apelar para as possibilidades com meu coração, mas não confiar nas mesmas com convicção, com meu corpo e com minha alma. Eu me sinto meio condenada, sabe? Porquê ainda que meu coração seja valente, minhas emoções são covardes, pois todas as vezes que pressinto o seu chegar, corro para dentro do guarda-roupa com um desespero desumano, agarro meu joelhos e aperto meus olhos tão intesamente quanto o permitido até que sua presença se evapore, até que o ar se entenda com meus pulmões novamente. Eu que adoro as possibilidades, adoro os ideais de amor que se multiplicam em diversos formatos, em diversos corações, com melodias intrínsecas, sorrisos oscilantes… A ideia de amor sempre me foi peculiar, feroz. E eu, que sempre posei de desbravadora dos setes mares e o escambau, me vi paralisada diante de tal sina. Você, com sua especial capacidade de não ser tão especial assim, mas ainda sim, trazer cor a minha vida em meio a tanto cinza, simplesmente desconstruiu minha realidade e vi meu rosto no espelho se contorcer como aquela pintura do Munch em agonia. Eu me perdi. Perdi meus conceitos. Perdi minha bravura. Perdi meu chão. Perdi meu ar. Meu cantarolar... E me escondi. Um mundo de possibilidades era o que mais me trazia fé nessa vida. Mas quando vi que a possibilidade, a única que fazia sentido (ou talvez nem tanto sentido assim) era deixar outrem morar no meu coração, sem precisar de uma licença, sem que fosse minha escolha, sem nascer em mim a miníma pretensão de nada, apenas deixando que você fizesse morada… Me perdi.

Não sei se me encronto mais. Talvez não hoje. Talvez não amanhã ou depois. Talvez nunca. Talvez eu nem queira encontrar mais nada. Afinal, quem procura acha. Talvez ache o que queira. Provavelmente o que não queira…

Estou em choque. Estou com medo. Estou ardendo.

E se isso for amor, que caminho mais sórdido foi esse que eu resolvi caminhar! 

 

R.

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Cláudia Banegas
MULHER BORBOLETA
Escrito por Cláudia Banegas
 
 
O sol brilha no céu, esquenta meu corpo.
Sopram os ventos, abro as asas.
Flutuo.
 
Levito.
Sou borboleta.
Alço alturas.
 
Meu interior pulsa, feliz!
Sou translúcida; ao luar
não me escondo, me deixo laçar.
 
Sou borboleta especial,
mulher, uma silhueta,
marcante sensação, um marco.
 
Transcendental.

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Manoelle
Canário & Carina
Escrito por Manoelle D'França



No topo da colina

Vive uma menina
Preciosa beldade
Bonita Carina.
Menina, me olha
Carina risonha
A altura do monte para mim é peçonha.
Menina Carina
Levante o vestido
Ponha os pés no lago e faça um pedido
Que algum canoeiro a traga consigo
Que a deixe na margem e em tom de perigo
Avise que os pássaros tomam o lugar.
E quando te vir, para ficar contigo
Aprendo a andar ou te ensino a voar.


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Cláudia Banegas
VIRTUALIDADE - DOENÇA REAL
Escrito por Cláudia Banegas

Recentemente escrevi sobre o efeito das comunidades virtuais sobre o ser humano.
Há pouco tempo li uma notícia que foi amplamente divulgada nos jornais e publicada originalmente no jornal "Beijing News": um chinês de 30 anos de idade morreu do coração após ter passado três dias seguidos jogando on line, em um cibercafé. Segundo os médicos, a possível causa da morte foi uma afecção cardíaca provocada pela quantidade excessiva de horas gastas em frente ao computador.
Ainda na notícia, um dado alarmante: na China, a dependência da internet, especialmente entre os jovens, se transformou em um grande problema para o Governo. O país possui 163 milhões de internautas, batido em número apenas pelos Estados Unidos. Para tentar controlar a situação, o Governo chinês proibiu a abertura de novos cibercafés e criou vários centros de "desintoxicação" para viciados em internet.
Isso cada vez mais me assegura que existem sim, doenças reais causadas pela virtualidade.
As pessoas são, a cada dia, tão bombardeadas com notícias desanimadoras no mundo real, que a fuga tende a ser um mundo onde ao menos, por um período de tempo, é bom ser iludido, sentir que pode-se "controlar" a própria vida, isto é claro, quando a conexão não cai deixando o internauta em crises de desespero.
Não falo só das comunidades virtuais, falo também dos jogos online. Às vezes, pensar que o adolescente está mais seguro em casa do que na rua, só porque ele fica jogando online com os amigos, não é a melhor solução, ou talvez, não seja - definitivamente - a solução mais adequada.
Em uma matéria divulgada por um programa da TV dominical, vi uma entrevista com uma mãe desesperada porque seu filho adolescente já não tinha vida própria, mas sim, apenas virtual, jogando online tanto tempo que, ao ser confrontado e  retirado da web, foi tomado por tal crise de desespero e abstinência que, com socos, abriu buracos na porta do seu quarto.
Bill Gates, o fundador da Microsoft, só permite que seus filhos fiquem conectados na net pelo período máximo de quarenta e cinco minutos por dia. Por que será?
Será que é porque ele conhece o poder destrutivo do gigante que existe por trás dos softwares que abocanham não só a vida social das pessoas, mas às vezes, até a própria alma? Devemos nos lembrar, é lógico, que existe limite para tudo nessa vida, até para o amor.
Quando o amor passa dos limites, chega à beira da obsessão e da loucura, isto porque nada em excesso faz bem. Aos pais, cabe impor estes limites, não por rigor, mas por amor. À nós, cabe-nos o equilíbrio.
O que levaria um homem sadio e robusto, de 30 anos de idade, a passar setenta e duas horas conectado na internet, jogando? Compulsão. Uma doença real que infecciona a mente como uma bactéria que encontrou na virtualidade um meio adequado de cultura.
Quanto mais doentes emocionalmente que encontram na net sua válvula de escape para os mais diversos desajustes continuarem conectados. Mais notícias dessas leremos a cada dia.
Não é só o exercício físico, o sexo, o fumo, ou o que quer que seja, praticado em excesso, que torna-se letal.
É a falta de intervenção. É a falta de posicionamento. Muitos têm feito tanto em outras áreas, mas existe uma faceta na virtualidade que precisa ser revista e com urgência.
Quantos mais sucumbirão?
O futuro nos dirá.