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Amanda
Lis
Escrito por Amanda


Apesar de todos os personagens que criou para si, do fake na internet, do pseudônimo, do codinome, do anonimato, do tiro e do tapa, a mesma e sempre Lis é quem dá a última palavra no jogo sujo que sua mente faz. A assustada Lis não consegue ser como o corajoso Manoel, espontânea como a autêntica Vera. É Lis demais para ser Tereza. Mas que tristeza que é ser Lis. É um poço sem fundo, escuro e frio. É criança medrosa e invejosa sem pai pra mimar. Mas queria ser tantas e tantos tão mais felizes que já pode gastar horas planejando como ia ser: quando chegasse no palco, arrancaria lágrimas de riso e gozo e também de saudade. Só que tem o mal do assombro, de ser assim como um monstro de cabeça enorme. Queria ser Danda que dorme cedo e acorda boa, mas é Lis que uiva para a Lua e descontrola sempre. A madrugada é um grito de socorro. SOCORRO! - Alguém me ensine a ser humana, estou em pedaços inalienáveis. Estou sem esperança, mas não quero morrer, me soltem dos laços que poderei me salvar ainda.