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Dani Ribeiro
Maryazinha
Escrito por Dani Ribeiro

Ordinária, mas não bonitinha. Mary era, para muitos, considerada vulgar, não dispensava seu salto alto e calça extremamente colada para realçar a bunda gorda. As unhas tingidas de vermelho, porém descascadas, revelavam um decadência nem um pouco elegante. O amarelo-gema de seus cabelos entrava em total desarmonia com o negro de sua raiz. Seu estereótipo se resumia em algumas palavras: uma morena torrada de sol, dos cabelos gemados e salto alto, com um diferencial, era estudante universitária.

Típica dessas garotinhas que não tinham merda nenhuma ou merda alguma na cabeça, mas que faziam toda a diferença por serem universitárias. O suficiente para os machos de plantão vangloriarem-se da inteligência delas, ou melhor dizendo, da ignorância mais sofisticada e disfarçada que a dos imbecis. Um deles casou-se com ela. O camarada de bom emprego, salário bom, boa reputação, que bancava os seus estudos e mordomias, porém, cheio de pagode e futebol na cabeça, nada mais além disso. A mulher deitava-se no sofá a ler trechos de poemas e livros para seu marido, que gozava de tesão; “Mas como minha Maryazinha é culta!”. E depois davam uma bela de uma trepada, daquelas que faz qualquer homem pensar que tem uma deusa em suas mãos.

Na faculdade, o sucesso não era assim tão notório, pois havia outras concorrentes que também eram universitárias, só que mais gostosinhas e bonitinhas. Mas Maryazinha, bem esperta, não gostava de perder. Arranjou o orientador mais gostoso do seu curso para fazer sua monografia, e todos os dias vestia decote e calça colada, com a sua bolsa de oncinha. Na sala do professor bonitão, ela trazia textos e mais textos e lia-os em voz sexy para ele. O professor fingia estar extremamente interessado com o seu resumo totalmente plagiado de outros artigos e elogiava-a: "Muito bem menina, você conseguiu captar toda a ideia do texto!" E na despedida, apertava indiscretamente sua bunda. “Te espero amanhã aqui na minha sala novamente pra terminarmos nossa conversa.” E no dia seguinte, ela voltava e continuava a sua lição.

As amigas começaram a sentir inveja de Maryazinha. E ela, para intensificar ainda mais a ira de suas concorrentes, dizia: "Sabe, o professor me disse que eu sou diferente das outras alunas, muito inteligente, bem intelectual, saca? "

E voltava para casa rebolando com a bunda empinada e o peito estufado de tanto encolher a barriga. Ao encontrar-se com o seu marido, ficava toda assanhada pensando no professor. No ato, ela transbordava de tanto tesão e tinha orgasmos múltiplos, e o marido enchia o peito de tanto orgulho de sua amada Maryazinha.

 

 

Dani R. F.