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Cláudia Banegas
LEVEZA
Escrito por Cláudia Banegas


Meus passos serenos e contritos
levam-se a um destino desconhecido.
Toco as flores, inclino-me ao chão
e pergunto-me: por que não?

Já provei o doce, que eu prove o amargo.
Que o espelho revele minhas rugas suaves
que o tempo tece em minha alma nua.

Sigo só e o barulho do meu silêncio ecoa
revelando-me a leveza da borboleta
que ama dias de sol.

Se estou perto, se estou longe, não importa.
Ninguém sabe ao certo para onde vou.
Sou estrela no céu suspensa que observa-se ao anoitecer.

Sou orvalho da madrugada,
canto dos pássaros ao amanhecer.
Sou o espinho da rubra rosa,
céu lilás ao entardecer.