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Fábio C.
#SOMOSTODOSSENSACIONALISTAS
Escrito por Fábio C.
 
Reproduzimos e enfatizamos a depender do que queremos ver.

sensacionalismo

Vivemos uma crise política perdurante que açoita com o cansaço, continuamente, a nossa esperança de dias melhores. Envoltos por dispositivos com ferramentas e recursos socializadores, nos dessocializamos e vemos, a "olho nu", o quão divididos estamos. Batemos no peito em defesa de pontos de vista rasos e ideologias quebradas, defendemos indivíduos indefensáveis e lutamos por ideais fomentados por interesses puramente individuais. Qual a solução quando nós, que somos a solução, não nos enxergamos como solução?

Nossa capacidade resolutiva está atrelada à nossa capacidade de análise crítica, e analisar criticamente nada mais é do que tentar compreender, com justiça e sensibilidade, ações e fatos de maneira conjuntural, levando em conta contextos, processos e realidades. Não é tarefa fácil. No âmbito da política brasileira, as críticas se dividem em duas únicas partes (contra vs a favor), que emanadas por figuras de representativo alcance, dizem de tudo e analisam de nada. Assim, desnorteados, nos confrontamos virtualmente com consequências realmente nada favoráveis à resoluções.

Divididos, enfraquecidos por uma mídia conturbativa (que recorta, expõe o que convém e da forma que lhe convém), perdemos um tempo precioso tratando e discutindo politicagens (trâmites da má conduta de indivíduos na prática política), canalizando energias e recursos para os problemas, sem reflexões. Chamamos a atenção e esquecemos de propor soluções; nos vemos como protagonistas, mas não passamos de meros coadjuvantes, seguindo, coletivamente, o ritmo dos que dominam e querem continuar dominando.

E a solução? Tarda, mas não falha? Enquanto tadarmos, pode falhar inúmeras vezes.

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Ederson Oliveira
Só sei que foi
Escrito por Ederson Oliveira

Eu não sei o que foi.
 
Não sei se foi o jeito de rir sem se conter, do jeito mais sincero e feliz que eu já vi.
Não sei se foi por causa das flores, sejam elas de verdade ou estampadas, grande ou miúdas.
Não sei se foi, quem sabe, a simpatia que faz todo mundo reparar.
Não sei se foi a luz indireta e pouca da sala de cinema.
Não sei, também, se foi a luz intensa e solar da praia.
Não sei se foi o espelho nos olhos, refletindo o mundo
Não sei se foi o sol no cabelo ou o gliter no rosto.
Não sei se foi o amor no peito ou o brilho do olho.
 
 
Dizem que nunca é uma coisa só, e sim uma mistura de detalhes e idiossincrasias.
Ou amor mesmo, da jeito mais simples possível.
Só sei que foi.
 
 
 
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Ederson Oliveira
apenas uma nota
Escrito por Ederson Oliveira

Que a beleza do meio me inunde. Qualquer esforço pra compensar a erupção interna com a calmaria de fora é aceito. Quero ouvir o ensurdecedor, ele ajuda a calar as vozes byronianas que me acordam e que me levam para a cama. Quero provar o amargo, sem o qual o adocicado não teria qualquer atenção e seria corriqueiro. Falar também, mas aquilo que não é qualquer um que ouve. 
O mundo, imagino, é repleto de oásis prontos a acalmar o espírito do menino confuso e medieval. Talvez não seja fácil encontrá-los. Aliás, difícil mesmo é conseguir calar os ruídos externos que tornam difícil para percebê-los. Mas o rapaz consegue. Hoje pode ser que não, mas isso não é nada pra quem tem a eternidade. E não adianta contar isso tudo ao menino, ele ainda não entenderia...

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Henrique Rodrigues Reis
Sexualidade e Cor da Pele
Escrito por Henrique

Chega a me dar nojo ver que, na época atual, tem gente que não aceita o simples fato de que a pessoa gosta do mesmo sexo. Isso muda algo? Você não vai transar com a pessoa? Então para que questioná-la? Humilhá-la? Cada um com sua vida meu amigo. No meu ponto de vista, pelo menos, incluir religião no assunto é irrelevante, porque a pessoa certamente deve saber o que escolheu e as consequências. Tudo nesta vida são escolhas, mas algumas pessoas acham que mandam na vida dos outros, que podem isso, que podem aquilo, que são normais porque gostam do sexo oposto, que isso segue os princípios de Deus... Quer saber meu amigo? Foda-se. Porque quando o assunto é inconveniente a você, esse é o único argumento que tem né? ''Deus fez assim, e pelo menos não vou pro inferno como os gays''. Ha Ha Ha, se só isso salvar você do inferno amigo, seria fácil demais.

Chega a ser inconveniente a pessoa chingar e maltratar de qualquer forma um homossexual. Aliás, é inconveniente. Até porque somos todos humanos, e essa metáfora ''Viado'' é ridícula, porque se os homossexuais são viados, os heteros são o que? Viados também, porque homossexual também é um humano igual a você, meu amigo, que maltrata eles. Algumas pessoas se acham na autoridade de mudar alguém, alguns caras ficam se pagando de macho... Meu Deus, como isso me enoja. A geração atual, com tanta malícia desde cedo, se deixando influênciar por mentes fechadas e antigas, com conceitos antigos, criando uma prisão repleta de ignorância, preconceito, ideias ''da idade da pedra''... Sabem? É ridículo, aonde vamos parar? Esse mundo precisa se atualizar! Eu admiro as pessoas que aceitam isso como uma característica, porque elas usam o cérebro, diferente das que vem te perguntar: ''quando você virou gay/lésbica?''. Ah, me poupe, meu amigo, se desse pra virar, você viraria gay agora? Não, né? Então, por favor...  

Ah, e também tem o racismo. Outra coisa que me deixa furioso é quem é racista. Já ouvi falarem pra mim: ''é negro, mas pelo menos é hetero, né...'' . Meu, simplesmente não tenho o que dizer. Só me responda uma coisa: qual e a diferença entre você e um negro? Deixe que eu respondo: um tom de pele mais escuro. SÓ! Agora, pelo fato de que tem bastantes negros nas favelas (sem preconceito), fazendo malandragem e etc., as pessoas colocam um padrão nisso, como se todo negro fosse filho da puta, entende? O negro defeca como você, urina como você, come como você, anda como você, fala como você, então, pra que isso? De onde vem esse nojo desnecessário que alguns têm com os negros? Com os gays? Isso não é um assunto que deve ser discutido. Nem a religião! São escolhas pessoais, que não afetam a sociedade e nem você, amigo, que acha que é mais homem que alguém, pelo simples fato que isso que você tem no meio das pernas entra no lugar certo, babaca! O ÚNICO argumento que eu acho plausível para se julgar ''homem'', ou melhor dizendo, ''responsável'', né,  é o de que você tem uma casa, conseguiu um bom emprego, tem uma família, coisas que os gays TAMBÉM podem ter.

PORQUE, HIPÓCRITAMENTE, vocês heteros dizem: ''aí, não importa se o filho é biológico ou não, mãe ou pai é quem cria ele''. Aí um casal gay adota um(a) filho(a) , e vocês vêm com essa idiotisse de proibir, de xingar, de dizer que não vai ser uma boa familía, de que o filho vai virar gay. Como eu ja disse: não é uma opção, ou a pessoa nasce gay, ou não. Porque você não viraria se eu te pedisse pra virar gay. E outra, 'Homem'', gay ou hetero, SEMPRE vai ser. Porque existe Homem e Mulher e, no sentido natural do termo ''Homem'', os gays também são. Então pense MUITO bem antes de maltratar um homossexual, uma lésbica, seja o que for. Violência tanto verbal como física, não trás nada de bom. Cuide mais da sua vida, você não manda em ninguém.

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Cláudia Banegas
VIRTUALIDADE - DOENÇA REAL
Escrito por Cláudia Banegas

Recentemente escrevi sobre o efeito das comunidades virtuais sobre o ser humano.
Há pouco tempo li uma notícia que foi amplamente divulgada nos jornais e publicada originalmente no jornal "Beijing News": um chinês de 30 anos de idade morreu do coração após ter passado três dias seguidos jogando on line, em um cibercafé. Segundo os médicos, a possível causa da morte foi uma afecção cardíaca provocada pela quantidade excessiva de horas gastas em frente ao computador.
Ainda na notícia, um dado alarmante: na China, a dependência da internet, especialmente entre os jovens, se transformou em um grande problema para o Governo. O país possui 163 milhões de internautas, batido em número apenas pelos Estados Unidos. Para tentar controlar a situação, o Governo chinês proibiu a abertura de novos cibercafés e criou vários centros de "desintoxicação" para viciados em internet.
Isso cada vez mais me assegura que existem sim, doenças reais causadas pela virtualidade.
As pessoas são, a cada dia, tão bombardeadas com notícias desanimadoras no mundo real, que a fuga tende a ser um mundo onde ao menos, por um período de tempo, é bom ser iludido, sentir que pode-se "controlar" a própria vida, isto é claro, quando a conexão não cai deixando o internauta em crises de desespero.
Não falo só das comunidades virtuais, falo também dos jogos online. Às vezes, pensar que o adolescente está mais seguro em casa do que na rua, só porque ele fica jogando online com os amigos, não é a melhor solução, ou talvez, não seja - definitivamente - a solução mais adequada.
Em uma matéria divulgada por um programa da TV dominical, vi uma entrevista com uma mãe desesperada porque seu filho adolescente já não tinha vida própria, mas sim, apenas virtual, jogando online tanto tempo que, ao ser confrontado e  retirado da web, foi tomado por tal crise de desespero e abstinência que, com socos, abriu buracos na porta do seu quarto.
Bill Gates, o fundador da Microsoft, só permite que seus filhos fiquem conectados na net pelo período máximo de quarenta e cinco minutos por dia. Por que será?
Será que é porque ele conhece o poder destrutivo do gigante que existe por trás dos softwares que abocanham não só a vida social das pessoas, mas às vezes, até a própria alma? Devemos nos lembrar, é lógico, que existe limite para tudo nessa vida, até para o amor.
Quando o amor passa dos limites, chega à beira da obsessão e da loucura, isto porque nada em excesso faz bem. Aos pais, cabe impor estes limites, não por rigor, mas por amor. À nós, cabe-nos o equilíbrio.
O que levaria um homem sadio e robusto, de 30 anos de idade, a passar setenta e duas horas conectado na internet, jogando? Compulsão. Uma doença real que infecciona a mente como uma bactéria que encontrou na virtualidade um meio adequado de cultura.
Quanto mais doentes emocionalmente que encontram na net sua válvula de escape para os mais diversos desajustes continuarem conectados. Mais notícias dessas leremos a cada dia.
Não é só o exercício físico, o sexo, o fumo, ou o que quer que seja, praticado em excesso, que torna-se letal.
É a falta de intervenção. É a falta de posicionamento. Muitos têm feito tanto em outras áreas, mas existe uma faceta na virtualidade que precisa ser revista e com urgência.
Quantos mais sucumbirão?
O futuro nos dirá.

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Henrique Rodrigues Reis
A verdade e a justiça, contradiz o conceito dos pais
Escrito por Riquee

 

O homem nasceu livre e, por toda a parte, vive acorrentado. Acho que devemos fazer coisas proibidas senão, sufocamos. Mas sem sentimento de culpa e, sim, como aviso de que somos livres.
Liberdade significa responsabilidade e é por isso que tanta gente tem medo dela - ou medo de proporcioná-la, pelo simples fato de que não é maduro o suficiente para deixar de lado a ignorância e a autoridade -, como se fôssemos pertences, objetos.

Todos temos asas e, para quem dizia que devemos deixá-las crescer, esta nos amarrando com uma corda de aço, hipocrisia e MUITO preconceito baseado em más influências e mentes fechadas de tempos atrás. 
Antes da independência, antes de conseguimos nos impor a alguém, temos de ficar sob alguém (mas, após isso, verá apenas minhas mãos, acenando). Nunca deixaremos de respeitar e amar quem deu continuidade a nossa vida, quem nos ensinou. Mas também, para que haja uma convivência, os dois lados têm de ceder, sabendo que não se pode fazer da preocupação uma prisão, porque pode ser tarde começar a viver apenas quando crescer, tendo que aprender TUDO o que não aprendemos desde cedo. Aí vem a humilhação, o desprezo e outras coisas vindas da sociedade, consequentemente trazendo vergonha, tristeza e revolta. Tá aí uma coisa que ninguém pensou, ou pelo menos fingem não pensar, isso gera a rebeldia, que eu chamaria de "desespero", "sede de viver", algo que não vem de dentro: é causada.

Cada um tem uma mente, uma forma de pensar. Não importa o quanto tentamos mudar o conceito dos outros, tudo será em vão. E é isso que várias pessoas não entendem. Por isso o RESPEITO é tão desejado. Eu, por exemplo, sempre vou respeitar muito a todos. Nunca tive preconceito de nada, e isso pra mim é uma qualidade, mas para outros, uma mera desculpa para espelhar o que sou. O objetivo de tudo isso que estou dizendo não é mudar os outros, mas sim conscientizar, fazer refletir, porque é chato viver para alguém. Todos temos limite e todos nos esgotamos uma hora. Um abraço a todos que estão sempre presentes comigo!

 

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Monalisa Santana
Vergonha Mundial
Escrito por Lisa Santana

Vergonha Mundial
 

Vergonha Mundial

 

Há uma semana os brasileiros escolheram as pessoas que governariam a sua nação, mas não aconteceu o que se era esperado. O Brasil precisa de mudanças e continuamos do mesmo jeito, a disputa entre os Petistas e os Tucanos é o que teremos para o segundo turno.

Dilma Rousseff, atual presidente do Brasil, tenta se reeleger disputando o cargo com Aécio neves do PSDB. Não é de hoje que vemos grandes rixas entre os partidos PT e PSDB, até o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) criticou a rixa e a postura dos candidatos dizendo que isso está desgastando os dois partidos.

A questão é que o 1º Turno das Eleições foi uma vergonha mundial. Podemos dizer que nosso país só tende a regredir com tais candidatos a presidência, podemos avaliar bastante os dois candidatos durante o debate que ocorreu no dia 14 de Outubro transmitido pela Emissora Bandeirantes.

Os dois candidatos trocaram farpas durante todo o debate. Me pergunto se eles pensaram que estavam em um ringue, porque o que eu vi simplesmente foi um atacando o outro de forma inoportuna, dizendo que a proposta do outro era falsa e desonesta.

Pergunto-me de que forma os dois pretendem governar esse país, já que ambos não tem uma proposta certa para os seus governos. Podemos ver que estamos no meio de uma grande crise, problemas na economia, na educação, na saúde e muitos outros, estamos desestabilizados precisamos urgentemente de uma pessoa que saiba o que quer para esse país.

Gostaria de saber qual será nosso futuro com candidatos como esses. Será que o povo brasileiro não vê ou finge que não ver tudo isso que está acontecendo debaixo de nossos narizes?

Com esses tipos de pessoas que estamos elegendo para administrar o país, tendemos a ver a nação afundar. É isso que os brasileiros querem?
E amanhã, quando vocês acordarem e verem a miséria diante de seus olhos, lembrem-se que foram vocês que optaram por isso. A decisão está nas mãos de vocês e eu sou apenas mais uma no meio de mais de 200 milhões.

Só vemos o que queremos!

Lisa Santana, 13 anos

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Ederson Oliveira
“muito ajuda quem pouco atrapalha”
Escrito por Ederson Oliveira


Carrego algumas coisas, que estão comigo em todo lugar. São coisas imateriais que a gente vai juntando enquanto vai vivendo, com a vantagem de poder acumular o quanto quiser sem precisar pagar bagagem extra. E essas bagagens são as que regem o modo como vejo o mundo. Algumas a gente carrega por vontade própria, outras as circunstâncias vão plantando e, quando a gente percebe, já são pelo menos uma bolsa de mão na nossa vida.

Uma dessas coisas é a não necessidade de julgar o modo como as outras pessoas vivem suas próprias vidas. Ou melhor, a ciência de que a única vida na qual eu posso aplicar todas as minhas leis e ideias é a minha própria. Nessa eu mando e desmando, e sofro o que vier por consequência. Nas demais, eu apenas respeito. E não estou falando de se isolar e colocar-se como o único alvo das suas preocupações. Acho justo que amigos se preocupem uns com os outros e tentem mostrar outras possibilidades, a fim de ajudar. Não me refiro a esse tipo de “julgamento”. Falo daquelas críticas sem o menor traço altruísta, feitas apenas para destilar a falta de empatia de quem as faz.

É um lugar-comum dizer isso (pelo menos pra mim já é uma ideia recorrente), mas as coisas se tornam mais leves quando a preocupação maliciosa é substituída pelo zelo sincero. Ou pela indiferença, também. Porque é isso, se não for pra ser construtivo, que não seja nada. Ou, como a gente gosta de clichês verdadeiros, “muito ajuda quem pouco atrapalha”.

 

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Amanda Lindner
Um pouco do sem pé nem cabeça
Escrito por Amanda Lindner


Sobre aqueles dias que você abre os olhos e se dá conta de que não está na sua cama. Sobre esse tremor nas pernas e esse frio na boca do estômago com pausa no pâncreas de ser dono do seu caminho. Sobre a capacidade de encarar seu reflexo e segurá-lo por dez segundos; ou sobre você chegar aos 8seg e agradecer pela evolução do dia e irromperem palmas no peito pelo pequeno mérito individual e solitário. Este é sobre o café da manhã que esqueceu e deixou ferver mas estava seu tempo de refazer pois precisava tirar a mancha de pasta de dente nas costas da camisa e ainda procurar a terceira página da pauta daquela reunião importante que impressionaria o chefe que provavelmente lhe renderia uma pequena promoção mas a impressora esqueceu de lhe contar que não funcionaria e agora você não sabe o que fazer porque está atrasado e jurando nunca mais aceitar o ‘só mais cinco minutos’ do seu subconsciente irresponsável. É sobre os próximos cafés que tomará com calma e que fará descalça ainda de pijama sem pensar naquele funcionário medíocre que não consegue passar um dia sem lhe abusar com os olhos. Sobre a recusa em não parar no bar a duas quadras de casa na sexta depois do expediente e encher a cara e despejar o atual estado desgraçado da sua vida no garçom que também tem o próprio estado de vida desgraçada mas lhe conta como descobriu a árvore atrás do estacionamento, e você fica imaginando que esta pode vir a calhar caso acrescente uma corda e um banquinho a paisagem. Sobre saber acatar críticas construtivas e saber o que fazer com elas. Sobre gargalhar da piada da vizinha que lhe ofereceu bolo porque notou que não consegue comer algo decente há dias por que não tem tempo e você ficou feliz em saber que alguém se importa contigo. Sobre ter tempo, pra você, pra quem gosta de você, pra quem se importa com você, pro seu cachorro, pro bom dia do menino que te entrega o jornal, pro seu tio-avô, pro seu vizinho, pro seu mecânico, pra motorista do ônibus, pro senhorzinho que gosta de aparar o jardim as quintas de manhã. Sobre saber seguir em frente depois de abrir o envelope e pintar a parede do quarto de visitas de amarelo e descobrir que o sonho esvaiu-se.  Sobre aceitar as escolhas erradas, e sobre aceitar os acontecimentos ruins como experiência. Sobre aceitar sua própria pequenez. Sobre saber que algumas coisas não lhe fazem melhor que ninguém, somente singular e isso nem é tão importante assim; sabes, às vezes a singularidade é supervalorizada. Sobre a insistência alheia em obrigá-la a provar seu valor e competência só pelo fato de não ter algo balançando entre as pernas. Sobre saber quais sonhos valem as consequências. Sobre escolher ser algo mesmo não querendo mas o faz ser pois prefere doar-se a ferir. Sobre saber deixar desmorar do peito o que queria que morasse ali eternamente mais 7km. Sobre aceitar o fato de seu pai ter lhe obrigado a cursar aquela universidade porque estava tentando aproveitar seu potencial; e a sua infantilidade deixaram turvas as melhores decisões. Ou se lhe privaram de algumas regalias e rebeldias e fantasias porque não eram necessárias e no fim se arrependeria da anarquia que não lhe traria nada além de folia. Um pouco sobre gente que a gente não sabe viver sem porque esqueceu-se de como a vida era antes dessa gente toda te ensinar como beber e como colocar sal na batata frita e como escutar aquela música e inventar uma história digna dos aplausos da sua avó maluca que conta cada história mirabolante e olha que ouvira só a introdução na cantina da faculdade enquanto lhe esquentava os dedos no pescoço daquela gente que você não sabe mais viver sem porque sua vida é bem mais bonita e mais divertida com a gente, no plural, quase como eu e você. Sobre abraços que são exclusivos e que lhe abraçam não só o corpo mas a alma também, que adora e salta de prazer dentro do peito e você sabe e sai pulando de alegria trazendo pra fora do peito porque no final das contas é o único jeito de extravasar a sorte de ter essa gente no seu caminho. Sobre coisas pequenas que significaram atos grandes. O que era pra ser sobre ombros, mãos, tato; mas acabou também sendo sobre ideias, gestos, experiência, fome, medo; sobre ter agora e dester no instante seguinte, encontrar depois de desencontrar encanto conquanto tanto descanto que acabou em pranto que deu-se em afeto decerto que o incerto fosse mais desperto que o aberto do teu riso e eu gosto tanto quando tudo acaba em riso - principalmente o teu - e que o desencanto parece distante tanto quanto aquela historia sobre elevadores que eu tenho medo e você diz que estatisticamente e com um pouco de sorte ou talvez também por você crer tanto que não vai acontecer comigo; talvez meio a toda essa confusão, o Universo (Ah, meu caro Universo... estás de tamanha exuberância esta manhã) queira me tratar com maior bem querer.

 

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Henrique Rodrigues Reis
Além do que os olhos vêem
Escrito por Rique

É tão estranho... Você acreditar momentaneamente que existe mais do que isto, e depois, se deixar levar pela lógica, e perder todas as esperanças de que há coisa melhor. Não sei se é certo ou errado falar sobre isso, pois até hoje ninguém provou que existe algo além do que os olhos vêem. Existe a dor, existe o amor, existe a tristeza, existe a raiva, existem muitas coisas, ou talvez não. Talvez seja apenas químicas do corpo que nós chamamos de sentimentos, sempre acreditando em algo espiritual simplesmente pelo fato de que ninguém consegue usar uma teoria mais convincente, pelo fato de que não explicaram o que ocorre em nosso corpo nessas ocasiões. 
 
Qual o objetivo deste mundo? O que nós estamos fazendo aqui? Por qual motivo estou escrevendo agora? Talvez a falta de ingenuidade, seja o motivo pela qual não enxergamos além disto. Tomados pela malícia, pela lógica, e fracos de conceito quanto a isso, paramos de tentar, e passamos a aceitar o básico. Pois o que nunca vimos, ou o que não nos convém, nós simplesmente descartamos de nossas vidas, e nossas mentes, sem pensar de que não faz sentido ter o universo inteiro apenas para nós. 
 
Acho que o motivo por eu estar escrevendo sobre isto agora, seja o cansaço do mesmo, seja o cansaço da falta de criatividade. Estou exausto de ouvir as pessoas dizendo a mesma coisa...: ''Nós fomos criados por deus'', ''O Terra foi resultado do Big Bang'', e blá blá blá. Precisamos de mais mentes abertas, principalmente por estarmos em uma era livre, uma era em que escolhemos e opinamos qualquer coisa.
 
Quem garante que eu esteja certo, contrariando as teorias mais aceitáveis e convincentes para a sociedade? Mas ninguém se lembra de que nunca foi provado, e que são apenas, teorias. Eu acredito que haja algo melhor, algo mais evoluído, porque nós somos muito fracos em todos os aspectos. Algumas pessoas se sentiram subestimadas ao lerem isto, mas até provarem o contrário, esteja com este conceito.