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Fábio C.
#SOMOSTODOSSENSACIONALISTAS
Escrito por Fábio C.
 
Reproduzimos e enfatizamos a depender do que queremos ver.

sensacionalismo

Vivemos uma crise política perdurante que açoita com o cansaço, continuamente, a nossa esperança de dias melhores. Envoltos por dispositivos com ferramentas e recursos socializadores, nos dessocializamos e vemos, a "olho nu", o quão divididos estamos. Batemos no peito em defesa de pontos de vista rasos e ideologias quebradas, defendemos indivíduos indefensáveis e lutamos por ideais fomentados por interesses puramente individuais. Qual a solução quando nós, que somos a solução, não nos enxergamos como solução?

Nossa capacidade resolutiva está atrelada à nossa capacidade de análise crítica, e analisar criticamente nada mais é do que tentar compreender, com justiça e sensibilidade, ações e fatos de maneira conjuntural, levando em conta contextos, processos e realidades. Não é tarefa fácil. No âmbito da política brasileira, as críticas se dividem em duas únicas partes (contra vs a favor), que emanadas por figuras de representativo alcance, dizem de tudo e analisam de nada. Assim, desnorteados, nos confrontamos virtualmente com consequências realmente nada favoráveis à resoluções.

Divididos, enfraquecidos por uma mídia conturbativa (que recorta, expõe o que convém e da forma que lhe convém), perdemos um tempo precioso tratando e discutindo politicagens (trâmites da má conduta de indivíduos na prática política), canalizando energias e recursos para os problemas, sem reflexões. Chamamos a atenção e esquecemos de propor soluções; nos vemos como protagonistas, mas não passamos de meros coadjuvantes, seguindo, coletivamente, o ritmo dos que dominam e querem continuar dominando.

E a solução? Tarda, mas não falha? Enquanto tadarmos, pode falhar inúmeras vezes.