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andressa batista da silva
As mulheres do século XXl: carreira ao invés da familia
Escrito por Andressa B. da Silva

mulheres seculo 21Antigamente as mulheres, desde muito cedo, sabiam para que vinham ao mundo. Casar, cuidar de suas obrigações domésticas e ter filhos era sua sina, como era costume nos séculos passados, mais especificamente até o século XlX - a partir daí isso vem mudando. Acontece que as mulheres ganharam espaço no mercado de trabalho, foram em busca de emprego e, por conseguinte, sucesso na carreira. Algumas dessas mulheres têm optado por não terem filhos e trocam a maternidade por diplomas de nível superior. Hoje tem se tornado comum, embora  muitos ainda acham que mulheres devem, por obrigação, casar e ter filhos (a família tradicional do comercial de margarina), o contrário disso, ainda é visto com maus olhos.

A antropóloga Mirian Goldenberg diz: “como já se constata com toda força nos países mais desenvolvidos, muitas brasileiras não se sentem mais presas ao conceito de que felicidade passa necessariamente pela maternidade”. As mulheres  passaram a ter controle sobre si mesmas a partir do momento que surgiu a pílula anticoncepcional em meados do século XX e o direito ao voto, em 1933 - então, por que não ter a liberdade de escolher sobre a vida que querem ter, com ou sem filhos.

Boa parte das brasileiras trabalham fora, mais de 50% que ao final da década de 60. Casamento e filhos vão sendo empurrados para frente em busca do sucesso profissional. Essa realização atinge seu pico depois dos 40 anos, quando essas mulheres sentem que o momento  de serem mães ficou pra trás. Quanto mais bem sucedidas forem, mais elas têm se encorajado e desviado do conceito que sempre foi visto como destino inescapável das mulheres.

Para os filósofos existencialistas, diferente do que acontece com os animais, nada ou quase nada pode ser considerado natural no ser humano, então, ser mãe não é tão natural assim para algumas mulheres.  Mulheres  que não davam filhos a seus maridos eram consideradas - e se sentiam - incompletas. Quem já não ouviu aquela bendita  frase de algumas mulheres: “tenho quase tudo, só falta um filho”?! Isso vem sendo mudado e podemos ver mulheres em plena satisfação pessoal sem filhos, embora ainda iremos ver muitas mulheres bem sucedidas, casadas e com filhos. Famílias sem filhos jamais serão maioria nas estatísticas. O demógrafo  Tomas Sobotka diz: “ não vejo nenhuma força que estimule homens e mulheres do mundo atual a retornar ao antigo padrão de famílias numerosas.” E isso também não deve ocorrer, pois no Brasil a média nacional é de 1,9 filhos por mulher, quando a média do índice de reposição é de 2,1 por mulher.

Pesquisadores já estão estudando as consequências que esse fator poderá causar, caso esse dado continue crescendo, a desestabilização dos sistemas previdenciários com o aumento de idosos é uma consequência, mas também há um fator positivo com menos crianças pode-se investir mais e melhor em cada uma delas, daí surge o desafio fazer mais com menos gente.