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Matheus
Eu, tu, ele, nós, somos nojentos.
Escrito por Peleteiro

Antigamente havia em mim uma ânsia por mudança, por desafios, ansiava juntar-me a pessoas que quisessem fazer um Brasil melhor, mas, agora o tempo passou, e quando vi pessoas mais jovens que eu dizendo essas mesmas coisas, parei e me peguei, discordando, então parei para refletir, e surgiu a pergunta:

- Por que eu mudei?

Mas, parando para pensar, é bem simples! Basta me perguntar, como resolver os tantos problemas do Brasil? E cheguei a conclusão que o problema somos nós, sou eu brasileiro, que amo reclamar da corrupção, mas não posso fazer nada, logo não faço, sou eu que amo sentir a água jorrar nas minhas costas por horas no chuveiro, pois o Brasil tem muita, e água jorrando nas costas é relaxante, sou eu que tinha esperança, ou que tenho esperança, dá no mesmo, pois esperança sozinha não muda a rota de nada, o problema sou eu, é você, é você brasileiro que gosta de deixar tudo ligado, computador, luz, ar condicionado, sou eu que jogo lixo na rua achando que a natureza não vai notar por ser “apenas uma besteirinha”, pois como disse Marcelo Adnet em sua paródia (e com uma pequena modificação), “eu não tô nem aí pro planeta, minha vida é uma micareta, quero beber assistir futebol, foder, depois vomito tudo em você, eu sou um cara escroto, poluo a tua água com esgoto”. Parando para pensar esse é o padrão Brasileiro, esses são os problemas, nós somos o problema, preferimos assistir vidas de pessoas enjauladas discutindo padrão de beleza num reality show do que viver nossas vidas, somos realmente nojentos, falhamos humanamente, falhamos na evolução, os políticos são nojentos por reflexo do povo, a miséria é permanente desde que os primeiros portugueses chegaram aqui, disse Gabriel Pensador, e continuara sendo, a política brasileiro não tem prosperidade, os responsáveis pelo desenvolvimento são cegos, cegos como quase todo Brasileiro, nós deveríamos mesmo é trocar de povo, pois ser hospitaleiro e feliz não traz evolução, rir de tudo é desespero musicou Frejat, nosso povo é desesperado, e pior, conformado. Quando se é jovem se tem uma esperança de que haja mudança para viver em um mundo melhor, na sua cabeça de jovem todos estão a seu favor, ué, parece óbvio, mas uma hora o jovem percebe, percebe que ele está quase sozinho, e esses poucos que estão com ele não são o suficiente, ele vê que embora reclamem, sempre será aquilo ali, será sim, todo o esforço em vão, a determinação por mudança é inexistente por parte do povo, tudo bem, a culpa não é deles, não foram bem instruídos, mas a realidade é essa como radicalizou Veríssimo, “talvez trocando o povo por um povo de origem mais escandinava solucione os problemas do Brasil”, ou seja, devemos mesmo é, ou cair fora, ou nos acostumar com esse povo, esperando que Deus no auge da sua bondade possa um dia interceder lhes dando grandeza e um pouco de coragem.