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Deni Mazur
O Segredo da Cólera
Escrito por Deni Mazur

Cólera sf. 1. Impulso violento contra o que nos ofende, fere ou indigna; ira 2. Med. Doença infecciosa aguda, contagiosa, que pode ser epidêmica. 
Dic. Aurélio, 2ª ed. revista e ampliada, 1989.
 
     - Dicionário idiota, cólera está com definição errada, cólera é rasgar suas páginas, fazer sangrar suas palavras, te ouvir gritar os verbetes!
       O fogo de uma explosão, o estalar seco de uma arma, as rodas negras correndo no asfalto cinza, é  cólera, quando um raio rasga o céu, quando a unha rasga a pele, uma boca contra outra, é cólera, quando o tempo para em seco, marcando o fim do mecanismo.
        É cólera a dor da distância, o calor do sertão, matando o gado, o sertanejo, o arado, o desejo de mudar, de migrar, de voltar a não ter medo.
        Isso é cólera, é encher uma página toda, apenas para reescrever seu sentido, revelar seu segredo!

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Kainan Ismar
Os sentimentos de uma vida encurralados no infinito da inexistência
Escrito por Kainan Ismar

Você queria sair na rua e poder gritar suas dores, sem ninguém pra lhe impedir. Foi o que eu quis, foi o que fiz. A dor que sentia não era algo motivado por um fato somente, mas pela bagagem que sobrevivera à minha resistência desde que… desde que nada se passava em minha mente. Mas em tempos humanos, aqueles que nos matam, não sei dizer, não sei aguentar o tempo, não sei resistir a ele. Queria poder ser a vida daqueles que entendem, pois, afinal de contas, eu nunca quis entender, eu só quis estar ao lado daqueles que entendem, repito, não para entender, mas para sentir o medo de qualquer dia entender.

A luz, ou até mesmo, o feixe de luz que nos diz respeito à vida, é aquilo que diz nosso caminho, mesmo que não desejássemos saber. Eu vivi os olhos da minha vida, não fui completo ou puro naquilo que, por algum momento, quis se fazer sentido.

Foi à explosão de uma expressão escondida que me fez acreditar que eu deveria ou, por assim dizer, poderia criar o desejo de expressar a perdida arte de mim mesmo.

Mas por ser incompleto e indesejado é que me torno complexo, pois ao olhar a área social da raça a qual nos nomeia noto que além de excluído, involuntariamente, me torno isolado por mim mesmo. Talvez não por uma consequência humana de uma sociedade padrão, mas por um modo de defesa que me faz acreditar somente em mim e num futuro que não me pertence.

Pertencer a um grupo desde que nada por você é compreensível, é mais uma forma dos dogmas lhe tornarem dependente de algo que na realidade nem sequer lhe diz respeito. A cama montada na área escura de um lugar proibido a nós é o enigma que nos torna capazes de pensar, pois ao criar a pretensão de ter, somos diferentes de nossas essências. Tornamos-nos ambiciosos em algo que nem sequer precisamos.

Foi por refletir sobre aquilo que estive fazendo que me tornei masoquista em relação aos meus sentimentos, e foram meus sentimentos que me tornaram vulneráveis a perfeição de não estar onde se devia, ou de não ser o que se devia. Haviam momentos de extrema paixão que eu não entendia o significado da necessidade de viver, da ideia que havia se criado de que viver era o melhor, mas afinal, será a paixão medonha por viver que nos torna seres humanos?

E quão grande era a dependência de um por outro, de amar e de ser amado que em ocasiões derradeiras nos tornava cegos e destemidos de voar naquilo que, apesar de talvez não ser algo bom, era a única saída de lugares caóticos onde às vezes, por sermos imperfeitos, nos encontrávamos.

Por que o irreal a nós era tão substituível?

Seria afinal o medo de se entregar o motivo pelo qual nos prendíamos dentro de nós mesmos? Seria a imaculável vida detestada pelo curioso mundo dos vivos-esquecidos a real razão pela qual não saíamos de nossa área de segurança. Por fim, o que todos acreditam não ser a verdadeira razão se sobressai e se sobrediz, afirmando ser ela, a solidão, o encontro com aquilo que acreditamos ser maior que nós, ser aquilo que nos protege e guarda, antes de sermos o que somos, fomos todos um projeto.

Aqueles que irrompem berros ao questionar dogmas, são os manipulados, são os vivos-esquecidos, são a razão da luta por fim.


Kainan Ismar dos Santos.

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Rafael Cinza
Limbo
Escrito por Rafael Cinza

Pensamento... Pensamento... Pensamento... Ele voa... E como voa! Somos capazes de pensarmos sobre tudo, sem limites. Podemos flutuar e viajar para lugares confortáveis e desconfortáveis, podemos pensar sobre qualquer coisa neste universo. Posso ficar feliz por pensar em algo, ao mesmo tempo em que posso ficar altamente triste por pensar em outra coisa... Posso ficar com raiva, com vergonha, com remorso... Simplesmente não há limites. Tanto que como todo universo, nossa mente tem um buraco negro, onde nós visitamos nos momentos de desespero, e nesse buraco você se sente completamente em queda livre, em desespero, é o momento em que você deseja abandonar seu próprio corpo do mesmo jeito que você abandona um trem quando ele entra em colapso com outro. Mas a única pergunta é como abandonar o navio da nossa mente? Como simplesmente pular daqui de dentro? Como se sentir livre? É como se nós fossemos presos em nossa própria mente, nosso próprio corpo, algo tão claustrofóbico que nós mesmos nem percebemos até visitarmos esse lado escuro de nossa própria mente.

Quanto mais você cai, mais você sente medo de onde dará essa queda, e quando você cair irá doer tanto quanto se fosse uma queda física. Mas essa queda mental é ainda pior, o medo nos comanda, e nós simplesmente não nos controlamos, a vontade de abandonar tudo e simplesmente ficar livre de viver é maior do que qualquer outra vontade. Simplesmente morrer... O desejo da liberdade, do alívio. Se a queda for muito feia, as sequelas permanecerão e nunca cicatrizarão, e o medo da vida passará a nos atormentar por toda a nossa existência. Uma vez que você visite o Limbo da mente, você saberá o caminho para lá novamente, mesmo que tente se esquecer; o seu cérebro não o deixará esquecer, e nada o fará esquecer aquilo que vivenciara em tal lugar. Só o tempo pode fazer com que você apague algumas trilhas que o levem a essa derradeira ilha da mente. Mas ela continuará lá, nunca será apagada, assim como todas as memórias de longo prazo que se mantém no seu magnífico cérebro.

Uma vez que você recobre a consciência, a vontade involunatária de voltar a cair pelo Limbo da mente será irresistível. Nosso cérebro é mais forte, mesmo que nós tentemos nos controlar. Você viverá assim por um tempo, sempre a beira do abismo, até que o tempo o faça se distanciar, e se recuperar, ou simplesmente se manter caindo e levantando o tempo todo, numa insanidade sem fim. E você não saberá mais o que é o Limbo e o que é o lugar confortável de sua mente, e assim você viverá, apenas tentando se manter consciente do lugar em que você está, e verá coisas que outros não vêem... Eis o perfeito estado da insanidade.
 

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Rafael Cinza
Seja-o!
Escrito por Rafael Cinza

O sol se pusera... Finalmente! Pude ver a grande obra prima do Universo. Cores que variavam entre azul turquesa, cinza, amarelo, laranjado, rosa e vermelho. Quão belo é o nosso mundo?! Quão perfeita é a vida?! O fascínio das coisas simples é o mesmo fascínio do delírio que rege a paz dos desabrigados. É tudo tão simples... Não precisa de muito esforço. Apenas o "apenas". Enquanto o céu se desenhava de uma maneira fantasmagoricamente perfeita, eu descia em seu caminho. Caminhava... Apenas por caminhar. Sem destino, sem nada na cabeça. Após uma longa tempestade, o sol sempre se apresenta com toda sua glamorosidade. 

A vida é simplesmente a vida. Não espere muito. Você não vai levar nada daqui. Apenas a vida e os momentos é o que realmente importa, nada mais... Dinheiro, amores, conquistas... Nada! Você só leva os momentos que as pessoas recordarão, isso é o que te faz eterno e infinito. Não que as outras coisas não tenham valor algum, mas elas não são tão eternas quanto a eternidade de suas atitudes que escreverão a sua história por este magnífico Universo. Portanto, não haja segundo a cabeça de outro, porque o que realmente importa é o que importa para você; nem "Deus" pode julgar você, afinal, ele o criou assim, e se você não é do jeito que ele gostaria que você fosse, então o errado é ele por ter te feito assim.

Agir segundo os próprios princípios, é disto que estou falando. Só você sabe o que realmente é bom para você, e ninguém mais, porque ninguém está dentro da sua cabeça ou do seu subconsciente. Só você pode fazer melhor do que você. Não é nenhuma lição de moral, nem um pedido para salvar o planeta Terra dos seres humanos malvados que existem por aqui, é apenas um soco na consciência, só isso. Leve consigo apenas o que é conveniente para ser levado consigo e esqueça os preceitos que o deixa desconfortável.

Seja-o!

(http://oautordosubmundo.blogspot.com.br/2012/06/seja-o.html) 
 
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Lucas David
Fazer o que é errado
Escrito por Lucas David

altUm texto pra falar da verdade do erro na vida prática.

"As idealizações, noções e instruções que se adquire na vida, servem mais como um norte do que como imperativos que realmente funcionam. É na vida prática que o bicho pega e a pessoa vê o que realmente é, pensa e faz." Autor desconhecido.

Eu tenho uma grande dúvida. Por que mesmo sabendo o que é certo, nós fazemos o errado? Eu acho que não existe o que é certo, ou o certo é aquilo que a sociedade diz a fazer. Mas quem decide se isso é certo ou errado somos nós mesmo.

Será que o certo é relativo, qual o intuito de viver em um mundo com tantas exigências entre o certo e o errado? Me refiro ao geral, às Lei, às Igrejas, às escolas, à educação que os nossos pais nos dão... Por que uma pessoa não pode errar?

Se errar é humano, e todo mundo erra, por que essa cobrança? Por que a pessoa não pode tentar sem ter medo de errar? Por que é que as consequências precisam ser tão drásticas?alt

Por favor, o mundo precisa de mais compreensão alheia! Se você erra , por que o seu próximo não pode errar, por que você pressiona ele a não errar? Nós não somos perfeitos, nínguem é e estamos longe de ser!

Os erros são como os acertos, um não existiria sem o outro e vice versa, assim como o bem e o mal, o masculino e o feminino etc.

Eu admito, eu não tenho conhecimento suficiente para responder essas perguntas, e pra você ter noção eu não sei nem por qual objetivo eu escrevi esse texto... Eu só queria mesmo aliviar a minha culpa e ter uma razão pra exigir um pouco mais de compreensão...

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Thiago Fernandes Moreira
Assistencialismo
Escrito por Thiago Fernandes Moreira

Vivemos no país da gambiarra e isso não se discute. Pra tudo se dá um jeito. Jeito esse que sempre achamos que é a melhor solução. Pra que comprarmos um aparelho novo se podemos colocar um arame aqui, uma fita isolante ali?
É com esse intuito que os governantes dessa nossa nação criaram as bolsas de assistência. Bolsa escola, bolsa moradia, vale gás, cartão cidadão, bolsa família... Nos acostumamos tanto com esse método de agir do governo, que nem mais paramos pra pensar se é certo ou não.  Sei que esse dinheiro tira do “sufoco diário” os difíceis modos de vida que assolam o nosso país, mas isso definitivamente não é a solução pra erradicação da pobreza e miséria.
Não é que eu seja contra, mas o país deveria se focar em criar novos empregos e, consequentemente, qualificar melhor as pessoas para ocupar esses cargos, ou seja, ensino público de melhor qualidade e pessoas mais capacitadas para buscarem um padrão de vida superior. Esse deveria ser o foco do governo, capacitar e não fazer favor à população através de assistencialismos.
Mas como isso é impossível pra nossos governantes, pois deixariam de ganhar o seu “Dinheiro Extra” todo mês, não tenho mais nada a escrever...

                                      

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Ederson Oliveira
Enquanto Arde
Escrito por Ederson Oliveira


Sempre pode piorar.
As coisas não costumam ir bem quando a falta de maturidade e o infeliz toque do acaso se juntam. Como se já não bastasse tudo que já passamos e ainda sentimos o gosto amargo, tudo que ouvimos sem sequer poder questionar... 
A dor é egoísta. Não se divide dor com quem quer que seja. Por mais que as pessoas digam que se preocupam - e eu realmente acredito que sintam isso - o problema é inteiramente seu. Assim como o amor, a dor é egocêntrica.
Pode tentar, sim, abstrair com a garrafa do destilado com a maior graduação alcoólica por perto ou com a mulher mais fácil de se envolver. Enquanto for noite e as gotas de suor do prazer mais efêmero ainda rolarem, pode até conseguir o efeito desejado. Manhã seguinte: dor de cabeça, dor de alma e, vejam só, os tais motivos pr'aquela fuga insana ainda lá.
Essas pancadas talvez sejam o aquivalente daqueles tapas que grande parte dos pais tem o costume de dar nos filhos, vez ou outra. Depois de velhos, com o cordão umbilical devidamente cortado, o clichê geral é dizer que foram importantes os "ensinamentos" físicos, mostraram onde estava o erro. Pode ser que sim.

Mas, enquanto ainda se sente a ardência e a pele ainda está vermelha como fogo, qualquer tentativa de entender é inútil. Dói pra sempre. Dói por enquanto

 

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Matheus Yamamoto
Atitude!
Escrito por Matheus Yamamoto

E se...

Apenas por alguns instantes esquecêssemos o jogo?

E se apenas por alguns minutos, esquecêssemos tudo aquilo a que somos forçados a correr atrás... amor conjugal, sexo, dinheiro, status, respeito, marcas, rolês, sucesso, moral, perante os outros... vaidade.

E se esquecêssemos o medo, o medo de perder, o medo de não dar certo, o medo do que os outros vão dizer, a vergonha, o medo de rirem, o medo de não nos entenderem, o medo de parecermos alguém fracos, o medo de trairmos a nós mesmos, o medo de irmos contra o que acreditamos, o medo de sermos corajosos, o medo de fazermos o que achamos certo...

E se por algum acaso esquecermos, esquecermos nossos preconceitos, esquecermos de sermos pessimistas, esquecermos nossas limitações e finalmente enxergássemos aquilo que queriamos e soubéssemos exatamente o caminho, como muitas vezes nós já sabemos, mas o víssemos de uma forma diferente... desta vez o víssemos, sem medo de seguir esse caminho.

E se por um dia, decidicemos nos aceitar e nos enxergar da maneira como realmente somos, sem nos auto defender de nós mesmos, apenas avaliarmos nossas atitudes? Nós continuaríamos a nos ver, da mesma forma?

E se.... por um dia, decidíssemos nos perdoar, dizer o sim  e o não aquelas pessoas, decidíssemos cumprir aquele compromisso que a tempos estamos adiando, falar aquilo que a tempos esta engasgado, fazer aquilo que a muito devia ter sido feito... Ao cair da noite, nos sentiríamos mais corajosos?

E se por apenas um dia, valorizássemos muito mais a prática do que a cultura, muito mais a prática do que a teoria, muito mais o fazer do que o simples conhecimento NÃO APLICADO, como as milhões de coisas que temos ciência, mas não aplicamos muitas vezes por preguiça, no final do dia... Teríamos realmente aprendido alguma coisa?

E se um dia, esquecessemos nosso falso moralismo?

E se, pelo menos por um dia, não só refletíssemos, mas fossemos corajosos e dispostos o suficiente para fazermos o que achamos certo?

E se, por apenas alguns instantes, saíssemos do tabuleiro de xadrez que nos é imposto e nos dedicássemos pelo menos, um pouquinho, a atividades úteis que realmente queremos fazer?

Dividir é mesmo tão difícil? Dividir momentos, dores, alegrias, dinheiro, conhecimento ou o que for. Perdoar é mesmo tão DESnessário à nossa felicidade? Sofrer é mesmo tão primordial para nossas vidas ao ponto de alimentarmos o sofrimento e buscarmos motivos para nos mostrar o quanto devemos sofrer. Fazer o que no fundo de nossa alma, morremos de vontade de fazer, é mesmo tão aterrador? Ser quem nós realmente queremos ser ou, pelo menos, agir como a pessoa que queremos ser é mesmo tão insuportável e impossível?

Nossa vontade de fazermos o que achamos que DEVEMOS fazer é tão fútil, que devemos simplesmente ignorá-la?
 

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Mateus Campioni
Whocares
Escrito por Whocares

Confesso que fico impressionado com o tanto de coisa idiota que a internet expõe e a imprensa aceita, é realmente difícil de acreditar. Num país onde a “notícia” mais importante é a ida da Luiza pro Canadá, a pedrada que o Pe Lanza levou na cara, os bons drinks de um travesti da Espanha...

O que me deixa mais emputecido é que denúncias à corrupção, ou coisa do tipo, NUNCA vão ter o mesmo IBOPE que essas espetaculares "notícias" que bombam na rede.

Já já alguém vem me dizer: ”então levanta dessa cadeira e vai pra rua protestar!”; como se fosse fácil, como se fosse simples assim. Na verdade é fácil sim, é simples assim. Só não temos o apoio das pessoas que estão cegas pelas mídias que as enchem de coisas inúteis. E aí eu lhe pergunto (Planet Hemp, peço licença pra falar em seu nome): o que você tem na cabeça? "Tudo que eles te falam você acha uma beleza. Aprenda a dizer NÃO, pense um pouco meu irmão.” Deixa a porra da Luiza em paz, porque isso não tem a menor graça. O garoto Pe Lanza, coitado do muleque, já se vestia todo colorido e agora tem um pouco de sangue pra decorar as roupas. Sangrou, mas não chorou. Incrível a evolução dos emos, não é? Ele não se cortou e, sim,  foi cortado. Ele levou uma pedrada na cara e não chorou.

Caralho... O mundo dá voltas, já dizia o Badauí, vocalista do CPM22.
 

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João Victor
O que a vida ensina, ela cobra...
Escrito por João Victor

Recentemente aprendi muita coisa. Por um lado, acabei aprendendo quase nada...

São tantas coisas que devemos aprender, tantas coisas que devemos dar importâncias e tantas coisas que devemos apenas esquecer. No "durante", a gente acaba fazendo tudo diferente. Nós acabamos trocando a ordem de tudo, damos valor a coisas que não devemos, esquecemos coisas que aprendemos e aprendemos coisas que não tem importância. É muito complexo.

Eu acho que a cada momento que passa, eu vejo tudo passar. Muitos dizem que o tempo é a melhor ajuda à cura de tudo, mas ele acaba sendo nossa maior doença, porque é através dele que vamos envelhecendo e, um dia, morreremos. Assumindo um papel contrário, o tempo ajuda e cobra essa ajuda.

Nosso molde de vida vira algo tão complexo. Geralmente, somos formados pela vivência que passamos, por experiências que vivemos e pelo aprendizado que absorvemos, com isso, mostramos-nos aos alheios quem somos. Há um controvérsia nisso... E as pessoas que não querem mostrar seus defeitos? Ou aquelas que apenas querem mostrar suas qualidades? Acaba sendo muito unilateral. O chato que essas pessoas acabam sendo rotuladas como pseudos, onde elas estavam apenas tentando agradar. Essa é a controvérsia.

O pior é quando as pessoas falam sobre você e você deixa se levar. Dependendo de quem for, você engole o sapo e não há como golfar depois. É complicado quando uma pessoa te xinga, te rebaixa, fala que você é uma pessoa que jamais conseguirá fazer outra feliz e que jamais levará alegria às pessoas, ou que jamais promoveria boas energias e que está lá sempre pra provocar algum tipo de mal. É chato. Torna-se algo muito introspectivo e para sair de dentro de si com algum aprendizado é algo demorado.

É fácil enxergar a simplicidade das coisas. Não há porquê em dificultar. Seria pela vontade de alcançar alguma meta pessoal? Ou apenas para alimentar o ego? Eu, particularmente, não sei; uma visão totalitária é inútil e só prejudica. Essas divergências acabam destruindo, e para reconstruir... demora.

Faça sempre o que tiver vontade e nunca fique preso a nada. Nunca se arrependa. A vida é feita de escolhas. As escolhas boas acabam virando ruins e as ruins acabam virando boas. O sentido da vida é saber como você as compreende e as aproveita.